terça-feira, 31 de julho de 2007

Memorando de uma Casualidade

Podia começar a minha dissertação com a citação entronizada pela publicidade da Netcabo “Há coisas fantásticas, não há?” porque efectivamente as há.
Quando menos esperamos somos atingidos pelo comboio do acaso, da simples ânsia do querer e desejar conhecer. Cobiça, desejo, paixão – tudo intrinsecamente relacionado.
Sou levada a descrever o que me vai na alma, o que sinto, o que move o meu acanhado coração solitário, mas actualmente não me sinto capaz de o fazer. Não por falta de capacidades, de motivação mas por falta de possessão.
Possessão de quê? De algo que pensei ser eternamente meu mas não passou de uma efemeridade pois acabei por presenteá-lo a alguém. Um nada que passou a ser o meu tudo. É curioso como as coisas se desenvolvem: é um revelar singular, doce e mágico.
Um nada que se desvendou ser um tudo que possui profundamente a totalidade do meu ser: alma, coração, vida.


quarta-feira, 4 de julho de 2007

180º

A vida dá voltas engraçadas.

Uma vez faz-nos sorrir, outras nem tanto.

As monótonas efemeridades do quotidiano já não me dizem respeito: sinto-me simplesmente uma transeunte incógnita que se subjuga uma vida: a minha. É contraditório.

É um ciclo vicioso que teima em não ter fim, em ser ininterrupto! Tão incessante que chega a ser atroz.

Os bons momentos dissiparam-se da minha mente como névoa numa manhã cristalina de Primavera: lenta e permanentemente. O que me relembra que talvez os mesmos nunca tenham realmente existido, uma vez que não há marcas que comprovem os mesmos.

Sinto-me confusa.