segunda-feira, 20 de dezembro de 2004

Society

Dia perfeitamente normal, sem atropelamentos, homicídios, e outros presentes divinos. – Para a infelicidade do observador.

Desligaram-me o telefone na cara. Inadmissível. Cada vez adoro mais o maravilhoso serviço de atendimento a clientes da CaboVisão.

Okay, okay. Admito! Estou a ser injusta! Completamente injusta!!! Decerto que devem de ter muito para fazer, como por exemplo: nada. Atenção! O “nada” é uma actividade completamente instrutiva! Não são todas as pessoas que têm a capacidade para o fazer. Muitos desistem à primeira, entram em stress compulsivo crónico, ou simplesmente sofrem da comum doença bicho-de-carpinteiro. Que bonito...
Mas são águas passadas. Claro que agora já tenho internet, o que é bom ou menos bom, depende da perspectiva pessoal de cada um.

Ora estou com ideias de procurar um emprego, actualmente em part-time, mas desde a última tentativa, que estou fortemente desmoralizada. – Disseram que tenho mau feitio... Ora essa.

Então, aqui vão as alternativas, as opções dadas por terceiros:

- Disseram que tenho estilo – estilo, hahahahahaha... que infelicidade... – para ser hospedeira. Nem quero saber o porquê de tal escolha, mas enfim. Quando estiver sob o efeito de alcóol, aí sim, quero saber, mas mesmo assim quero sabê-lo de forma doce e delicada.

- Também me foi dito que deveria de ser guarda-prisional... O pensamento inicial que me sobressaltou de imediato foi, e passo a citar: “WHAT THE FUCK?! ”. Ideia descabida q.b. inicialmente, mas vindo a provar ser totalmente construtiva e promissora. – Digo isto porque não são muitas as profissões/empregos/actividades onde possamos exercer o uso e abuso de força física, violência em terceiros.



Any thoughts yet?! *confused*

domingo, 19 de dezembro de 2004

Sunday, "Magic" Sunday

Dia essencialmente capitalista, para mim, claro está.

Ora não há nada como começar um dia a investir logo pela manhã. E não há nada melhor que investir em merdas que se goste, no meu caso, música, livros e enfeites de Natal – sim, tenho a paranóia natalicía em mim já desde há muito. Ao que aparenta, esta entrada de hoje soa-me a algo do género de uma revisão literária ou musical.

Boas acções do dia:

- não ter passado semáforos vermelhos e ter tentado respeitar ao máximo os limites de velocidade impostos pela Lei;
- não entrar em estado de parafuso quando as velhotas tentam usar a sua idade em proveito próprio, diga-se, ultrapassar as outras pessoas nas filas das caixas de pagamento;
- finalmente comprei o Amor é Fodido, de Miguel Esteves Cardoso;
- ter ignorado os denominados transmi-vendedores de informação do Círculo de Leitores.

Agora, aqui entre amigos, sempre me tinha questionado o porquê de nome tão roto para a sociedade ou raio que o valha... Círculo de Leitores... Agora já sei, segundo a técnica usada, assim é o nome, passo a explicar: há que rodear as potenciais vitímas de modo que estes não possam fugir uma vez já estando dentro do mesmo círculo. Sim, agora tudo parece muito mais claro. I CAN SEE THE LIGHT, OH THE LIGHT. MY EYES ARE MELTING, DAMN MY EYES!! – pequena falha ténica permitiu que todos os meus pensamentos viessem ao de cima.

Voltando ao livro, e sim, também sou uma pessoa séria, mas somente quando o quero e quando acho vitalmente necessário, houve umas quantas passagens que me captivaram a atenção por imediato, passo a citar:

- ”Quanto mais vou sabendo de ti, mais gostaria que ainda estivesses viva. Só dois ou três minutos: o suficiente para te matar. Merecias uma morte mais violenta. Se eu soubesse, não te tinha deixado suicidar com aquelas mariquices todas. Aposto que não sentiste quase nada. Não está certo. Eu não morri e sofri mais do que tu. Devias ter sofrido. Porque eras má. Eu pensava que não. Enganaste-me. Alguma vez pensaste no que isso representou na minha vida miserável? Agora apetece-me assassinar-te de verdade. É indecente que já estejas morta.

- ”Viver é outra coisa. Amar e ser amado distrai-nos irremediavelmente. O amor apouca-se e perde-se quando se dá aos dias e às pessoas. Traduz-se e deixa de ser o que é. Só na solidão permanece.


Poderia ficar eternamente a citar passagens, mas não tenho a paciência nem a vontade necessárias, portanto, o que sugiro, é que chulem este almanaque de vida este Natal. Citando as palavras do próprio autor: "um livro que não podia ter outro título, que só pode ofender as pessoas que não o lerem”.

terça-feira, 14 de dezembro de 2004

Votos.

Todos os anos, nesta época é muito comum criar planos e expectativas para o futuro.

Prometemos novas atitudes, novas posturas, novo trabalho, novos projectos, nova dieta, mais qualidade de vida. Na maioria das vezes não cumprimos o que prometemos. Aliás, nem nos lembramos. E a desculpa que primeiro surge à mente, nesta mesma época, em todos os anos, é: "credo, passou tão rápido que nem deu tempo de fazer tudo o que queríamos!"

Auto enganamo-nos ao achar que as doze badaladas da noite de 31 de Dezembro irão marcar um novo tempo que começou... E esquecemos que os problemas que tínhamos cinco minutos antes da meia-noite são exactamente os mesmos cinco minutos depois. Esquecemos que qualquer mudança na nossa vida, atitudes, posturas, trabalho, projectos, dieta, qualidade, tudo, tudo, depende apenas da nossa vontade de fazer acontecer. A verdadeira mudança não está no toque mágico das doze badaladas da noite de 31 de Dezembro... A verdadeira mudança está dentro de cada um de nós. Se queremos algo melhor, cabe a nós mesmos fazê-lo. Todo o ano, o ano todo.

Feliz Natal e um Próspero Ano Novo. E toca a aproveitar esta nova oportunidade que iremos chamar de 2005!


Atenciosamente,
Ana Sofia Simões.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2004

Teoria: Os Psicoputos.

A sociedade que floresce aos olhos do presente são nada mais, nada menos que os psicopatas do futuro. Não digo os próximos Charles Manson ou Pamela Lee pois isso seria um déjà vú tremendamente pré-definido, mas sim, psicopatas sem escrúpulos que não têm o minímo dos problemas em usar a mais poderosa e destrutiva arma ao alcançe do mais comum dos mortais – a não ser que seja mongolóide e não tenha capacidades mentais devidas, mas isso já é uma variante completamente diferente do usual. Sim, meus amigos, falo-vos das crianças e do uso da mente! Aqueles seres pequeninos com cola nos dedos que tendem a mexer e remexer em tudo até não ter o mais possível dos consertos. Sim, aqueles adoráveis pigmeus que todos adoramos simplesmente por não serem nossos e serem dos outros.

Ora lá ia a doce Sophia estoirar as economias parentais no hipermercado quando se depara com uma cena tipícamente característica da época, e não só. Uma doce mãe a tentar lutar contra os instintos capitalistas do pequeno rebento – má atitude, a reprimir os sentimentos e comportamentos avulsos da pequena jóia. É notório que aquele cabrãozeco tem um futuro muito promissor, seja ele na carreira cinematográfica ou a enveredar pelo mundo circense. Mais parecia uma cadela com cio a espernear estendido no cão agarrado ao Action Man VaiNãoSeiOnde e a berrar como um autêntico Pavarotti – não vejo esta hipótese promissora pois com o esforço que o pobre espermatozóide vencedor gritava deu-me indicíos mais que suficientes que as suas cordas vocais eram de curta duração.

Agora a parte do psicopata:

- é claro que a mãe comprou o efeminado boneco de plástico ao psicoputo. Já desde novos começam a saber usar as artes e artimanhas do lobo occipital – empregue no reconhecimento do objecto a conquistar –, do lobo frontal – no planeamento do movimento, ideias, acções e palavras, ou deva dizer-se gritos – e no lobo temporal – na memória de sentimentos, relação linguagem/sentimentos e correspondência cara/nome;

- tais acontecimentos vão sendo recalcados tornando elevadas as probabilidades de que no futuro a criança seja completamente desvairada das ideias.

Portanto, meus amigos, não recusem o mais inocente dos pedidos dos vossos filhos pois as crianças apesar de não parecerem são pequenos seres maléficos com uma mente poderosíssima e irão usar tais lacunas em seu proveito próprio no futuro – nomeadamente quando os seus ditos queridos pais não forem possuídores da força bruta para arrastarem os rebentos nos hipermercados na tentativa que estes se calem – e vos enfiem num lar (digo lar para parecer optimista) sem as minímas das condições básicas e necessárias à vida de um dos seres mais antigos que habita o planeta Terra, as baratas.

terça-feira, 7 de dezembro de 2004

Dúvidas & Matrix

Chegada a casa, da plena cavaqueira num dos cafés das redondezas.

Noite francamente memorável esta, em especial pela nostalgia que se fez sentir mas também pelas frases interessantes e peculiares que se fizeram pronunciar. Frases como “eu gosto é de buracos” ou “eu tenho o buraco com alergia” não são propriamente o que as pessoas mais esperam ouvir pela boca de alguém quando essa pessoa está somente a falar da profissão – arqueóloga; mas estando no círculos de putas e mal-dizer, já nada me surpreende, contudo o mesmo não posso dizer das pessoas que nos rodeiam pois ficam incrédulas como zombies a olhar para nós com cara de quem levou na bilha e não deu autorização para tal.

Ora é isso o meu ponto de focagem: as pessoas preocupam-se tanto com o que as outras pensam de si. Porquê?
Porque têm medo de serem julgadas por serem como na realidade são? Têm medo que sejam reprimidas aos olhos da sociedade?

Hm, na realidade é assim que as coisas se passam, mas esse pensamento remete-me um pouco para a filosofia do Matrix – que somos criados a partir do mesmo molde com um único propósito, viver as nossas vidinhas de forma impávida e serena enquanto seres hierárquicamente superiores se aproveitam disso. No entanto, há sempre defeitos de fabrico, os chamados renegados da sociedade, ora aí está. Quem nunca se sentiu um renegado? Isto só prova que o sistema tem falhas, e não são assim tão poucas quanto aparenta.

Pessoalmente, já passei por essa etapa e sobrevivi, tanto que agora, não a critíco – não estou a criticar, pois criticar sub-entende-se dizer pontos positivos e negativos, e eu caguei completamente para os positivos –, mas simplesmente me rio da mesma.

domingo, 5 de dezembro de 2004

Just a thought...

The Tobacconist's

I am nothing.
I shall always be nothing.
I can only want to be nothing.
Apart from this, I have in me all the dreams in the world.

terça-feira, 23 de novembro de 2004

Práticas e profundas.

Citações para todos ou quase todos os momentos. Usem e abusem.

- Errar é humano, persistir no erro é americano, acertar no alvo é muçulmano.
- Qualquer idiota é capaz de pintar um quadro, mas somente um génio é capaz de vendê-lo.
- Tudo é relativo. O tempo que dura um minuto depende de que lado da porta do WC você está.
- O mais nobre dos cachorros é o cachorro-quente: alimenta a mão que o morde.
- Roubar ideias de uma pessoa é plágio. Roubar de várias, é pesquisa.
- Na vida tudo é relativo. Um fio de cabelo na cabeça é pouco; na sopa, é muito!
- À beira de um precipício só há uma maneira de andar para a frente: é dar um passo atrás.
- Diz-me com quem andas, que eu te direi se vou contigo.
- Errar é humano. Colocar a culpa em alguém, então, nem se fala...


E a vencedora por tamanha profundidade
...

- Eu cavo, tu cavas, ele cava, nós cavamos, vós cavais, eles cavam. Não é bonito, mas é profundo.

quinta-feira, 11 de novembro de 2004

Homossexualidade & Preconceitos

Recentemente, uma célebre animadora de rádio dos E.U.A. afirmou que a homossexualidade era uma perversão:

«É o que diz a Bíblia no livro do Levítico, capítulo 18, versículo 22:

Tu não te deitarás com um homem como te deitarias com uma mulher: seria uma abominação".

A Bíblia refere assim a questão. Ponto final, afirmou ela.
Alguns dias mais tarde, um ouvinte dirigiu-lhe uma carta aberta que dizia:

«Obrigado por colocar tanto fervor na educação das pessoas pela Lei de Deus. Aprendo muito ouvindo o seu programa e procuro que as pessoas à minha volta a escutem também. No entanto, eu preciso de alguns conselhos quanto a outras leis bíblicas. Por exemplo, eu gostaria de vender a minha filha como serva, tal como nos é indicado no Livro do êxodo, capítulo 21, versículo 7. Na sua opinião, qual seria o melhor preço?
O Levítico também, no capítulo 25, versículo 44, ensina que posso possuir escravos, homens ou mulheres, na condição que eles sejam comprados em nações vizinhas. Um amigo meu afirma que isto é aplicável aos mexicanos, mas não aos canadianos. Poderia a senhora esclarecer-me sobre este ponto? Por que é que eu não posso possuir escravos canadianos?
Tenho um vizinho que trabalha ao sábado. O Livro do êxodo, capítulo 25, versículo 2, diz claramente que ele deve ser condenado à morte. Sou obrigado a matá-lo eu mesmo? Poderia a senhora sossegar-me de alguma forma neste tipo de situação constrangedora?
Outra coisa: o Levítico, capítulo 21, versículo 18, diz que não podemos aproximar-nos do altar de Deus se tivermos problemas de visão. Eu preciso de óculos para ler. A minha acuidade visual teria de ser de 100%? Seria possível rever esta exigência no sentido de baixarem o limite?
Um último conselho. O meu tio não respeita o que diz o Levítico, capítulo 19 versículo 19, plantando dois tipos de culturas diferentes no mesmo campo, da mesma forma que a sua esposa usa roupas feitas de diferentes tecidos: algodão e polyester. Além disso, ele passa os seus dias a maldizer e a blasfemar. Será necessário ir até ao fim do processo embaraçoso que é reunir todos os habitantes da aldeia para lapidar o meu tio e a minha tia, como prescrito no Levítico, capítulo 24, versículos 10 a 16? Não se poderia antes queimá-los vivos após uma simples reunião familiar privada, como se faz com aqueles que dormem com parentes próximos, tal como aparece indicado no livro sagrado, capítulo 20, versículo 14?
Confio plenamente na sua ajuda.»

- E-mail com barbas, mas no entanto, completamente renovável. Recebi-o na minha conta de e-mail e achei interessante partilhar tal momento divino convosco. -